# Contribuindo com o Guará [English](CONTRIBUTING.md) · **Português** Obrigado por ajudar! Regras de ouro: 1. **Nunca escreva na origem.** Qualquer código que abra um dispositivo deve usar `source::open_path` (somente leitura). PRs que escrevem no disco de origem são recusados. 2. **Teste com dados reais.** Novos detectores/leitores precisam de teste que recupera um arquivo conhecido bit a bit (veja `crates/guara-core/tests/` e `scripts/make-fixtures.sh`). 3. **Seja honesto sobre confiança.** Se o conteúdo não puder ser validado, a confiança é no máximo média. ## Fluxo ```bash scripts/instalar-hooks.sh # uma vez: roda a verificação rápida antes de cada push scripts/verificar.sh # rápido (segundos): fmt, clippy como no CI, tradução, scripts, workflows scripts/verificar.sh --completo # inclui cargo test --workspace e cargo audit ``` O CI leva de 5 a 30 minutos em três sistemas, então rode a verificação antes do push: quase tudo que faz o CI falhar aparece aqui em segundos. Mudanças só de documentação (`*.md`, `docs/`) pulam o CI. No Linux os testes geram imagens com `mtools`, `ntfs-3g`, `e2fsprogs`, `exfatprogs`, `imagemagick`, `zip` e `python3`. Sem essas ferramentas os testes com imagem são ignorados (defina `GUARA_REQUIRE_FIXTURES=1` para falhar). Para as imagens de referência externas (BitLocker, FileVault 2, dfvfs, AFF4), rode `scripts/fetch-testdata.sh`; sem elas esses testes são pulados. O teste de BitLocker leva cerca de 75 s. O app desktop assina os pacotes de atualização: o `tauri.conf.json` tem `createUpdaterArtifacts` ligado, então um `tauri build` local precisa de `TAURI_SIGNING_PRIVATE_KEY` (qualquer chave feita com `tauri signer generate`; a chave da release fica só nos segredos do repositório). Para um pacote local rápido, passe `--config '{"bundle":{"createUpdaterArtifacts":false}}'`. ## Releases Enviar uma tag `v*` faz o CI do Gitea criar a release (as notas vêm do `CHANGELOG.md`, então atualize-o antes), anexar o CLI para Linux (x86_64 e aarch64), o app desktop para Linux **aarch64** e Windows, e montar o `latest.json` do atualizador. O runner é arm64, então o app Linux **x86_64** vem de uma máquina Linux x86_64: ```bash scripts/build-gui.sh linux # AppImage + .deb (assinados) em dist-gui/ API=https://git.lucasrguerra.dev.br/api/v1/repos/lucasrguerra/guara TOKEN=... \ scripts/release-upload.sh vX.Y.Z dist-gui/* API=... TOKEN=... python3 scripts/make-latest-json.py vX.Y.Z notes.md latest.json # e envie-o também ``` Não há build para macOS: ele exige o SDK e a assinatura da Apple, que um runner Linux não tem. ## Onde mexer Mapa dos módulos em [docs/pt-BR/arquitetura.md](docs/pt-BR/arquitetura.md). O que falta e o que é bem-vindo está no [ROADMAP](ROADMAP.pt-BR.md). ## Adicionando um formato de arquivo Detectores simples ficam em `crates/guara-core/src/signatures.rs`; os mais novos, em `formats.rs`. Acrescente o detector em `detect`, o primeiro byte em `might_start`, a extensão em `category_for_ext`/`matches_ext` e um arquivo real ao `scripts/make-fixtures.sh` com teste de bit-exatidão. ## Adicionando um sistema de arquivos Crie o leitor em `crates/guara-core/src/fs/`, registre-o em `fs/mod.rs` e traga um teste com imagem real ou de referência. **Não entregamos leitor sem validação**: é por isso que ReFS e Storage Spaces ainda não existem. Imagens pequenas e sem dados pessoais são o melhor presente que se pode dar ao projeto. ## Documentação A versão principal é em inglês e cada arquivo tem uma tradução em português (`*.pt-BR.md`, `docs/pt-BR/`). Sem travessões. Ao mudar um recurso, atualize as duas versões (inglês e português) de [docs/support.md](docs/support.md), do [CHANGELOG](CHANGELOG.md) e, se for o caso, do [ROADMAP](ROADMAP.md). ## Commits Mensagens curtas no imperativo (`corrige leitura de runs esparsos no NTFS`). Uma mudança lógica por PR.